Reforma Tributária No Brasil E Sistema De Impostos
A Reforma Tributária representa um marco histórico para o
Brasil, já que vem sendo debatida desde 1989, ou seja, por mais de 30 anos. Em
7 de julho de 2023, a Reforma foi aprovada em dois turnos com 382 votos a favor
e 118 contra, marcando um importante passo para a sua efetivação.
Inicialmente impulsionada pelo Deputado Federal Baleia Rossi
(MDB/SP), a Proposta de Emenda à Constituição n° 45 de 2019 está sendo alterada
para Sistema Tributário Nacional e segue em tramitação no Senado Federal. Caso
seja aprovada, ela se tornará parte da Constituição Federal do Brasil. Vale
ressaltar que a proposta aborda apenas a tributação sobre o consumo, deixando a
tributação de renda de lado.
A Reforma está programada para começar em 2026 e se
estenderá por alguns anos em uma fase de transição.
O principal objetivo da Reforma Tributária é reformular a
maneira como os impostos são cobrados no Brasil. Atualmente, o sistema
tributário brasileiro é considerado um dos mais complexos e confusos do mundo,
demandando mais de 1500 horas de trabalho para empresas calcularem seus
impostos. A proposta visa simplificar os cinco principais impostos atuais:
·Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI);
·Imposto Sobre Serviços (ISS);
·Programa de Integração Social (PIS);
·Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social (COFINS);
·Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS).
No sistema atual, os impostos se acumulam ao longo de todas
as etapas de produção, resultando em um ônus significativo para as empresas. A
Reforma propõe a substituição por um único imposto, o Imposto sobre Valor
Agregado (IVA), que não tributará mais de uma vez as operações de uma mesma
cadeia produtiva, tornando a carga tributária mais clara e simplificada.
A proposta também
divide os impostos em duas categorias: um da União e outro dos estados e
municípios. Isso tornará o sistema mais transparente, facilitando a compreensão
dos consumidores.
Além disso, a Reforma prevê alíquotas fixas para acabar com
a guerra fiscal entre os estados, com descontos em serviços de transporte,
saúde, educação, medicamentos especiais, educação superior e cesta básica.
Também introduz o Imposto Seletivo, que incide sobre produtos prejudiciais à
saúde e ao meio ambiente.
A proposta não detalha os cálculos das alíquotas fixas, que
serão definidas posteriormente por leis complementares. Ela também aborda a
progressividade do ITCMD (imposto sobre heranças) e determina que o imposto
seja cobrado no local de residência do falecido. Além disso, prevê a cobrança
de IPVA sobre jatinhos e iates, bem como o aumento do IPTU por decreto, sem
necessidade de aprovação da câmara dos vereadores.
A Reforma Tributária visa desburocratizar o sistema
tributário, tornando a arrecadação progressiva, de modo que aqueles que possuem
maior renda paguem proporcionalmente mais impostos. Inicialmente, a reforma
afeta negativamente os mais ricos, com a tributação de itens de luxo, como
iates, jatinhos e lanchas.
Para os mais pobres, a mudança é positiva, reduzindo os
custos dos itens da cesta básica e oferecendo descontos em áreas críticas, como
saúde, educação e transporte.
A Reforma Tributária representa um marco importante no
Brasil, com o objetivo de simplificar e tornar mais transparente o sistema de
impostos, concentrando-se na tributação sobre o consumo.
A introdução do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e a
unificação de impostos de competência da União, estados e municípios são
medidas que buscam tornar-se o sistema mais prático e claro, especialmente para
os consumidores.
A proposta também aborda a questão da progressividade e
promove mudanças significativas na tributação de itens de luxo e bens
essenciais, buscando um sistema mais justo e eficiente.
